Cronicas Macaenses

Blog-foto-magazine de Rogério P D Luz

De bondinho ao Pão de Açúcar com vista panorâmica do Rio

Pão de Açúcar/vista do Corcovado/Cristo Redentor

Ir ao Rio de Janeiro e não visitar as duas principais atrações turísticas, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, pode parecer que o passeio ficou incompleto. Digamos que andar de bondinho ou teleférico, o único meio para chegar aos morros do complexo Pão de Açúcar, pode ser um desestímulo, mas abaixo você vai ver um dos meios que pode ajudar a superar esse medo de alturas aliado a ambientes fechados.

Siga conosco os passos da nossa visita ao Pão de Açúcar, finalmente, após a Mia se preparar por uns tempos para superar o medo de andar no bondinho. Já para o Corcovado não havia problemas e a visita consta desta postagem. E valeu muito a pena pois do alto vendo a bela paisagem do Rio de Janeiro, acaba esquecendo aquela cidade que frequentemente aparece nos noticiários policiais.

Fotografia de/photos by Rogério P D Luz

Parte dos textos com dados técnicos e históricos (em itálico) extraídos da enciclopédia livre Wikipédia

A Praça General Tibúrcio onde se localiza a estação do bondinho, e o Monumento aos Heróis de Laguna. Ao fundo fica a Praia Vermelha.

Como chegamos na estação do bondinho

Estávamos hospedados no Hotel Bandeirantes, bom pelo custo/benefício, na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, com a estação de metrô Siqueira de Campos a menos de 10 minutos a pé. Descemos na estação Botafogo, e pela saída do acesso E (Mena Barreto) vê-se logo em frente o ponto de ônibus com destino a Urca. Peça ao motorista (nosso estava com uma má vontade) para avisar quando chegar ao ponto próximo ao teleférico, que apesar de estar numa enorme praça, o ônibus não transita por lá. Coisas de falta de estrutura e atenção para o turismo por meios mais populares.

A estação do bondinho localizada na Praia Vermelha

Vista do Morro da Urca, a 1ª estação do bondinho e do lado direito o Morro do Pão de Açúcar.

A estação inicial vista do Morro da Urca. Vê-se a Praia Vermelha à esquerda.

Quando e qual horário ideal para fazer o passeio

Dizia o blog Viaje na Viagem que o horário ideal para visita seria na parte da manhã, período que os turistas escolhem para ir ao Corcovado. E assim fizemos. Não havia filas e pouca gente, embora julgo que seria por estar em no inverno de agosto, a baixa temporada. E quando fomos embora por volta das 14:00 horas, ainda continuava quase vazia.

Não compramos ingressos antecipadamente para avaliar as condições do tempo e no dia pareciam boas embora não 100%. E lá no topo a paisagem era um tanto prejudicada por uma leve névoa pairando sobre a cidade, o que exigiu um pouco mais de trabalho para editar as fotos aqui publicadas. Enquanto que do morro do Pão de Açúcar podia-se ver o morro do Corcovado coberto de nuvens. Coitado dos turistas que lá estavam. Assim, a visita a esses dois pontos turísticos deve ser avaliada pelas condições do tempo e a presença de nuvens cobrindo os morros.

Como enfrentar o medo de andar de bondinho

Até o dia anterior à visita, não sabia se seria possível o passeio pelo “terror” que a Mia tinha de andar de teleférico. Raciocinei que nele cabiam 65 passageiros e era relativamente grande, além do que a viagem só durava 3 minutos cada trecho. Assim, recomendei que ela ficasse no centro do bondinho, fechasse os olhos e segurasse firme nos gradis de alumínio, e aí torcer para ter muita gente. Foi tranquilo e a suavidade que o bondinho desliza pelos cabos de aço ajudaram bem. Nem deu para sentir a viagem! E na etapa final da viagem de volta, a Mia até esboçava um sorriso ainda no interior do teleférico, tanto de alívio e a vitória sobre o medo.

Apreensão no início

Ainda bem que o bondinho partiu lotado na 1ª viagem

O embarque para a 2ª viagem para o Morro do Pão de Açúcar já não causava tanta apreensão

Na viagem final de retorno um sorriso de alívio e superação do medo, e pronta para uma revisita.

1ª parada – Morro da Urca

A plataforma do Morro da Urca é maior que o próximo, o do Pão de Açúcar. Os dois possuem lojas de souvenirs e vestuário, e uma de jóias (?), além de lanchonetes. O morro tem 220 metros e o acesso também pode ser feito por uma trilha, além de escalada pelos praticantes de montanhismo. O ponto de partida fica no sítio ao lado da Praia Vermelho, no sopé do Morro de Babilônia. Esta primeira linha possui extensão de 600 metros e a velocidade máxima durante a viagem é de 6 metros por segundo (21,6 quilômetros por hora). Abaixo fotos do que é possível visualizar do Rio a partir deste morro.

Em 27/outubro/1912 foi inaugurado este bondinho de madeira que ia inicialmente da Praia Vermelha até o Morro da Urca. Somente em janeiro de 1913 é que foi inaugurada a estação do Morro do Pão de Açúcar. Operou por 60 anos sendo substituído pelo carro da foto abaixo.  A estátua é do idealizador do bondinho, engenheiro Augusto Ferreira Ramos.

O bonde que começou a operar em 1973 se assemelha com os atuais. Foi substituído em 2008 na ligação da praia Vermelha ao Morro da Urca. Somente 2011 é que os novos começaram a operar na ligação para o Morro do Pão de Açúcar.

O heliporto no Morro da Urca de onde sai o helicóptero para passeio panorâmico pelo Rio de Janeiro contratado à parte.

O Morro da Babilônia e a estação inicial da Praia Vermelha.

Praia de Botafogo

O Corcovado do Cristo Redentor ficou nesse dia todo encoberto por nuvens o que deve ter prejudicado bastante a visão dos turistas.

Aeronave em procedimento de pouso no Aeroporto Santos Dumont passa sobre o Parque do Flamengo, a nível do Morro da Urca.

O Aeroporto Santos Dumont destinado a vôos domésticos é um dos dez mais movimentados do Brasil. O início das obras para sua construção ocorreu em 1934 e já no ano seguinte pequenas aeronaves começaram a pousar nele. Ao fundo, a Ponte Rio-Niterói, de nome oficial Ponte Presidente Costa e Silva e aberta ao tráfego em 1974, de 13,29 kms de extensão é a sexta maior do mundo. Do lado centro-esquerda vê-se a Ilha Fiscal aberta a visitação pública, ao lado da Ilha das Cobras da Marinha.

Parque do Flamengo e a sua praia à direita e à esquerda a de Botafogo

O bairro da Urca à direita conhecido como um dos lugares mais tranquilos do Rio

Bateria de Comando e Serviços da Fortaleza de São João e a Praia do Forte, no bairro da Urca

Abaixo da aeronave da Latam a Praia do Flamengo

O Morro da Urca possui lojas, restaurantes, quiosques e praça para alimentação.

2ª parada – Morro do Pão de Açúcar

O Morro do Pão de Açúcar tem 396 metros de altitude. O morro constituído por um bloco único de gnaisse-granito com mais de seiscentos milhões de anos de idade, que surgiu da separação entre os continentes sul-americano e o africano e que sofreu alterações por pressão e temperatura. A segunda linha possui extensão de 850 metros e a velocidade máxima durante a viagem é de 10 metros por segundo (36 km/h).

Morro do Pão de Açúcar

Vista do Morro da Urca

A vista no morro é mais ampla, e o morro do Cristo Redentor está todo encoberto.

Ao fundo, o município de Niterói com vista do Forte da Laje (ilha) e o Forte de Santa Cruz (centro-direita)

Vista do Parque e Praia do Flamengo

Na Enseada do Botafogo está localizado o Iate Clube do Rio de Janeiro

O Morro do Pão de Açúcar também possui lojas, restaurantes e quiosques.

A área militar do bairro do Urca, a Fortaleza de São João e a Praia do Forte

Do morro consegue-se ter uma melhor visão de Copacabana e a sua famosa praia. Na ponta à esquerda o Forte de Copacabana com uma filial da Confeitaria Colombo.

As residências da Urca e à direita um lugar gostoso e tranquilo, a Mureta da Urca (vide também foto abaixo), o ponto final do ônibus Urca que você toma para ir ao Pão de Açúcar. Você contempla a Baía de Guanabara, sentado na mureta, com as águas tranquilas batendo nela e os barcos ancorados.

À esquerda a tranquila Mureta da Urca e a Praia de Dentro, lugar tranquilo, ao lado da Fortaleza de São João.

Á esquerda, a Praia de Copacabana. No centro a Praia Vermelha e estação inicial do bondinho.

Praia Vermelha

Forte da Laje

Forte Tamandaré (Forte da Laje): Foi construído sobre um rochedo quase plano que divide a entrada da Baía de Guanabara em duas partes desiguais. Dista 1.250 m da Fortaleza de Santa Cruz e 500m da Fortaleza de São João (vide fotos acima). Sua história remonta ao ano de 1555, quando Villegagnon ali montou uma bateria conhecida com o nome de Bateria Ratier. Em carta régia de 1644, foi autorizada a construção de uma fortaleza, logo abandonada e artilhada em 1690. Somente em 1710 começa a ser edificada a Fortaleza de Laje, cujo término se deu por volta de 1716.
A Fortaleza da Laje cruzava seus fogos com os demais fortes da Baía, em proteção à cidade e ao porto, tornando inacessível qualquer desembarque de invasores. Posteriormente, foi projetada uma cúpula encouraçada de ferro endurecido, aço e níquel, pesando 3.060 toneladas, para proteger os poderosos canhões. Após a Revolta da Armada, em 1893, foram consertadas as avarias causadas pelos bombardeios e montados alguns canhões Krupp.
Em 1895, um novo projeto foi aprovado e suas obras foram iniciadas em 1896. Devido ao recinto relativamente exíguo onde estas se operavam, alongaram-se até 1906, quando a Fortaleza foi inaugurada. Em 1909, ainda eram executadas obras complementares, com todo o rigor de uma fortificação moderna e convenientemente guarnecida. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Fortaleza da Laje possuía uma rede antimina submersa, que se estendia para São João e Santa Cruz, impedindo, se necessário, a entrada no canal. Em 1953, passou a ter o nome de Forte Almirante Tamandaré. Atualmente, encontra-se sem efetivo e desartilhada, estando os seus bens materiais sob a responsabilidade da Fortaleza de São João. (Texto do site do Comando Militar do Leste)

Fortaleza de Santa Cruz

Fortaleza de Santa Cruz (Niterói/RJ): Em 1555, Villegagnon instalou, no local onde hoje se encontra a Fortaleza de Santa Cruz, as primeiras peças de artilharia. Mem de Sá melhorou suas instalações em 1567. Posteriormente, a pequena fortificação foi batizada com o nome de Bateria de Nossa Senhora da Guia. No ano de 1599, a pequena bateria abriu fogo contra corsários holandeses que tentavam penetrar na Baía de Guanabara. Seu armamento, em 1612, era de vinte canhões.
Quase cem anos depois, em 1710, a fortaleza impediu com sua artilharia a entrada do francês Duclerc. Entretanto, no ano seguinte, não impediu com sua artilharia a entrada do francês Duguay Touin, pois estava desguarnecida. Contava, então, com 44 canhões. Em meados do século XVIII contava já com 135 peças. Durante o Período Regencial teve seu armamento reduzido à metade. Entre 1863 e 1865, foram construídas várias casamatas na fortaleza, contando, nessa época, com 104 peças de artilharia. Em 1874, a fortaleza foi guarnecida com o 1º Batalhão de Artilharia a Pé. No início do século XX, passou a ser guarnecida pelo 1º Grupo de Artilharia de Costa e era armada com canhão 150mm Krupp. Hoje, a Fortaleza de Santa Cruz (visitação: 3ª feira a domingo) abriga o Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército. (Texto do site do Comando Militar do Leste)

 

 

No topo da montanha, o Forte Duque de Caxias (acesso pelo Leme-final da Praia de Copacabana, sentido centro)

Um pouco de história e curiosidades

A origem do nome ‘Pão de Açúcar’. A Wikipédia explica: Há várias versões sobre a origem do nome. Uma das mais conhecidas indica os portugueses como responsáveis. Durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (séculos XVI e XVII), após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica (para transportá-los para a Europa), denominada “pão de açúcar”. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome.

À direita, o Morro da Babilônia onde se situa a estação do bondinho. A seguir o menor morro é da Urca e o mais alto, o Morro do Pão de Açúcar.

O bondinho: O seu nome vem da semelhança dos carros do teleférico com os bondes que circulavam no Rio de Janeiro à época de sua inauguração. A vista da Baía da Guanabara, considerada uma das paisagens mais belas do mundo, era o atrativo que levava curiosos e alpinistas a escalar o Pão de Açúcar, já em fins do século XIX. O desenvolvimento das técnicas de engenharia e a realização da Exposição Nacional em Comemoração ao Primeiro Centenário da Abertura dos Portos do Brasil ao Comércio Internacional, em 1908, no bairro da Urca, motivaram o engenheiro Augusto Ferreira Ramos a idealizar um sistema teleférico que facilitasse o acesso ao cume do monte. Quando o bondinho foi construído, só existiam dois no mundo: o teleférico de Monte Ulia, na Espanha, com uma extensão de 280 metros e que foi construído em 1907; e o teleférico de Wetterhorn, na Suíça, com um extensão de 560 metros, construído em 1908.

Os primeiros carrinhos com capacidade para 22 pessoas, foram importados da Alemanha. À inauguração do bondinho, em 27 de outubro de 1912, o teleférico só subia da Praia Vermelha até o morro da Urca. Três meses depois, em 18 de janeiro de 1913, já ia até o alto do Pão de Açúcar. A capacidade atual é de 65 passageiros por viagem. Como o trajeto de cada linha é realizado em aproximadamente 3 minutos, a capacidade do teleférico é de 1.200 passageiros por hora. Mais de 40 milhões de passageiros já circularam no bondinho.

O projeto original previa uma terceira ligação entre os morros de Urca e o da Babilônia, no Leme, descartada por cruzar uma área considerada de segurança nacional.

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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