E já está no ar, o blog ou blogue Como Tá Vái? (como vai você ou como estás tu?) que o Miguel de Senna Fernandes já avançava dias atrás sobre o seu lançamento. O endereço eletronico é – http://comotavai.wordpress.com – da mesma plataforma WordPress deste blog, que aliás o prefiro mais que o blogspot, tanto que mudei-me do outro para cá há bom tempo.
Para quem não saiba, o Patuá ou Patoá é um dialecto de Macau (exemplo no Brasil, o português caipira). Para saber mais sobre o dialecto visite aquele blogue e o site Projecto Memória Macaense e aqui, pesquise pela Categoria – Patuá – na coluna à direita.
Na minha mensagem/comentário no blogue, ofereci o contributo do Projecto Memória Macaense e do Crónicas Macaenses com o farto material de patuá disponível que pode ser copiado, além dos vídeos produzidos pelo site PMM das apresentações do patuá de São Paulo que poderão ser inseridos na forma que convir ao Miguel. Fica assim publicamente divulgada esta autorização.
O Miguel é um sujeito muito criativo, admiro muito os seus trabalhos, especialmente quando põe o humor no meio, sem deixar de o citar bem musicalmente. Espero que ele coloque os vídeos de Patuá em Um Minuto, fabulosos, muito bem produzidos, e tive a oportunidade de publicar um deles aqui, tendo eu filmado diretamente da tela na sua conferência do Encontro 2010, após devidamente autorizado pelo autor. Em vez de ficar falando mais a respeito, que tal visitar este novo blogue macaense, mais um esforço de um conterrâneo pela preservação da nossa identidade e cultura?
Antes, leiam a apresentação publicada no blogue Como Tá Vái?
“Este é um pequeno cantinho sobre a Língu Maquista, mais conhecida por Patuá de Macau.
Não é um manual linguístico, nem tão-pouco sou linguista. Trata-se antes de uma exposição parcelar de ideias e reflexões pessoais sobre vários aspectos da língua dos nossos antepassados.
É consabido que existem várias correntes sobre o que deve ser o Maquista, como ele deve ser expresso e qual a sua “proximidade” com o Português padrão. Com o devido respeito a todas, a proposta que se apresenta aqui, vem na linha dos trabalhos do saudoso José Adé dos Santos Ferreira e da Dra. Graciete Batalha, que tiveram a virtualidade de conferir maior consistência e uniformidade ao crioulo, pressuposto fundamental para subsistência de qualquer uma Língua. Julgo dever seguir e dar continuidade ao que já foi feito, fazendo-se as necessárias adaptações no que for estritamente necessário.
Esta página electrónica tem essencialmente uma finalidade prática e por isso as considerações aqui vertidas sobre o Crioulo estão despidas de rigor científico-linguístico. Depois, a sua estrutura não será a que encontramos num manual didático típico. Ela é antes essencialmente temática, composta de artigos e apontamentos avulsos, porém com referências e redireccionamentos recíprocos.
Esta página é elaborada a contar com a colaboração de todos quanto tenham pela Língu Maquista um especial carinho. Desta feita, os comentários, esclarecimentos e as questões que se levantem serão bem vindas, pois só virão a enriquecer este blogue.
Com isto espero poder incentivar e promover a aprendizagem do nosso vetusto Crioulo.”
E quem é o autor? O texto é do blogue. Veja a seguir as fotos que fiz do Miguel no Encontro Macau 2007. Ele não escapa das minhas lentes sempre que assisto qualquer conferência sua, e essas foram a respeito do patuá, muito óbvio. Tal como o seu pai Henrique de Senna Fernandes, o Miguel gesticula muito e as minhas lentes fotográficas agradecem:
Miguel de Senna Fernandes, advogado de profissão, adepto incondicional do Patuá de Macau. Co-fundador do grupo de teatro maquísta Dóci Papiaçám di Macau, é o autor de praticamente todas as peças escritas na língu maquista apresentadas nos dezanove anos de existência da troupe.
Rogério P D Luz, amante de fotografia, residente em São Paulo, Brasil. Natural de Macau (ex-território português na China) e autor do site Projecto Memória Macaense e o site Imagens DaLuz/Velocidade.
Memória - Bandeira do Leal Senado - para nunca ser esquecida -CIDADE DO SANTO NOME DE DEUS DE MACAU, NÃO HÁ OUTRA MAIS LEAL- Esta é a antiga bandeira da cidade de Macau do tempo dos portugueses, e que foi substituída após a devolução para a China em Dezembro de 1999
O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau (ex-território português na China por cerca de 440 anos e devolvida em 20/12/1999) sua história e sua gente.
Macaense – genericamente, a gente de Macau, nativa ou oriunda dos falantes da língua portuguesa, ou de outras origens, vivências e formação que assim se consideram e classificados como tal.
*Autoria de Rogério P.D. Luz,, macaense natural de Macau e residente no Brasil há mais de 40 anos.
Escrita: língua portuguesa mista do Brasil e de Portugal conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.
cartaz de Ung Vai Meng
O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.
Hoje, 24 de Junho de 2022, comemora-se 400 anos de “A Maior Derrota dos Holandeses no Oriente” na sua tentativa de tomar Macau dos portugueses. Até a transição de soberania de Macau, de Portugal para a República Popular da China, em 20 de Dezembro de 1999, a data era comemorada como “DIA DE MACAU” ou “DIA DA […]
1 Aqueles bons tempos de Macau, que já não voltam mais, de peças teatrais com participação de macaenses, são recordadas por Jorge Eduardo (Giga) Robarts na sua página no Facebook. Com autorização do Giga, as imagens foram copiadas e editadas, inclusive seus textos. Fazem parte do seu acervo, bem como, partilhadas por seus amigos dessa […]
Nesta postagem, divulgamos duas histórias de Macau de autoria do Manuel V. Basílio, publicadas no Jornal Tribuna de Macau-JTM e que foram extraídas dos seus livros: A primeira viagem portuguesa no sul da China O primeiro acordo sino-português Nos artigos abaixo com os textos com ligação direta no JTM , clique em “continue reading” (continue […]
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