Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Cataratas de Iguassú: Garganta do Diabo, vista da Argentina

Garganta do Diabo - Cataratas de Iguaçú, lado argentino

(devido ao site ser americano e não aceitar Ç no título da postagem, o Iguaçú foi trocado por Iguassú)

Em 2009 decidimos viajar de carro para a cidade de Foz de Iguaçú, no Estado do Paraná, Brasil. Foram 1.100 kms percorridos em dois dias, a partir de São Paulo, tendo pernoitado em Maringá após 650 km de estrada, via rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares até Assis/SP, e daí pega-se a saída para o Paraná até Foz.  Um pouco mais longe, mas por estradas melhores para uma viagem mais confortável, com pouco trânsito de caminhões/camiões. Levamos um GPS que mais atrapalhou do que ajudou.  Obrigava a gente pegar caminhos que não queríamos. No final, foram as placas de estrada e dicas de amigos que nos levaram direto ao hotel, sem maiores problemas. Foi uma bela viagem com variadas paisagens que vão surgindo a cada trecho da estada. Vale pelo menos como experiência única, embora eu repetiria!

As Cataratas de Iguaçu ou Iguazú em castelhano, termo utilizado na América do Sul, tanto pertencem ao Brasil e à Argentina.  Daí aparecem as eternas rivalidades dos dois maiores países da América do Sul.  Os argentinos as reindivicam mais para si, afinal dizem que proporcionam o espetáculo para quem as vê do lado brasileiro.  As cataratas fazem a fronteira.  Pelas trilhas situadas do lado do Brasil você vê as cascatas se formando do lado da Argentina, embora uma parte também são oriundas do lado brasileiro. E a história vai longe, mas o que interessa é o espetáculo maravilhoso tanto dos dois lados.  O amigo leitor de Portugal, EUA, Macau e de outros países, quando vier visitar o Brasil, ou mesmo sendo você daqui, não deixe de visitar as Cataratas do lado brasileiro e o argentino. É uma visita obrigatória e memorável.

O que vou lhes mostrar nesta postagem é a Garganta do Diabo, as cataratas do lado argentino. É algo impressionante, pois você vê as águas iniciarem a sua queda bem ao seu lado.  Se o trânsito estiver bom, pois formam-se filas enormes nos feriados e temporadas, chega-se lá em menos de meia hora vindo da cidade brasileira de Foz do Iguaçú, onde se hospeda, tendo que passar pela alfândega/aduana argentino (veja a documentação necessária).  Mas antes dela, dê uma passada no Puerto Iguazú Duty Free Shop “bienvenido al mejor Duty Free Shop del mundo” (o melhor), como os argentinos estamparam num cartaz à entrada , e têm certa razão.  Gostei de lá, e disso falo numa outra postagem. Ah … leve alguns pesos argentinos para pagar o bilhete para acesso ao parque, um grande defeito, já que sendo os turistas brasileiros a maioria, não aceitam o Real ou outra moeda estrangeira, nem cartões de crédito/tarjetas e não há casa de câmbio. Porém tem caixas eletrônicas para saque distante uns 800 metros da bilheteria, se o seu cartão internacional o permitir (isto em 2009, não sei se já mudou). Pelas imagens vou contando os detalhes:

As Cataratas de Iguaçú estão classificadas como uma das 7 Maravilhas da Natureza do Mundo.

Vista aérea da Garganta do Diabo. Veja do lado esquerdo a extensa ponte a percorrer até chegar lá, após uns 20 minutos de caminhada no lado argentino. Foto do site oficial de Las Cataratas Del Iguazú Argentina.

O que diz o site oficial de Las Cataratas del Iguazú – Argentina

Esta maravilha da natureza permite contemplar uma paisagem única no mundo. Composta pelo Rio Iguaçu e pela mata missioneira. É a principal atração do Parque, três mirantes em forma de leque permitem uma visão única da monumental “Garganta do Diabo”.

É o ponto mais alto do percurso do Rio Iguaçu superior, em uma composição de quedas d’água em forma de ferradura, que perfazem uma distancia de mais de 150m e tombam da altura de 80m. Estas quedas d’água provocam um potente impacto quando irrompem no leito do rio, chegando a desenhar densas nuvens de vapor que inundam todo o ambiente e caracterizam a paisagem.

Daqui pode-se apreciar um sem fim de sensações que criam um momento único e inesquecível:

– O som do rugir das cataratas.

– Sentir a umidade produzida pelo vapor da água das quedas.

– Apreciar os arco-íris que se formam com a bruma da água e os raios de sol.

fotografias de Rogério P.D. Luz

clicar nas imagens para aumentar de tamanho

um trenzinho leva você da entrada do Parque Iguazú até o início da ponte de acesso à Garganta do Diabo, percorrendo pela mata com muitas borboletas das mais variadas cores. Muito lindo!

A ponte com piso de tela vazada para uma caminhada de uns 20 minutos por cima das águas do rio, com pequenos trechos de terra firme, até chegar à boca da Garganta. Não recomendável para quem sofre de claustrofobia ou de falta de equilíbrio. Eu, a dado momento, senti certo pânico, especialmente quando fiquei só após parar para umas fotos, daí olhei para frente, respirei fundo e apressei o passo. Depois acostumei-me com a ponte.

Finalmente chegamos ... ufa!!!

Já se ouve a queda das águas neste trecho final. Pode-se ver os restos da antiga ponte destruída numa enchente em 1992. Os argentinos anunciavam numa placa, acho que para dar certo medo e emoção ...

Dê uma parada para ver o início da queda das águas

O que diz a Wikipédia

A Garganta do Diabo é o maior, e mais majestoso e impressionante de todos as quedas. Este é dividido pela linha de fronteira entre o Brasil e a Argentina. A maioria das quedas de água (também chamados de saltos) ficam em território argentino, mas de ambos lados obtêm-se belos panoramas

Em época de chuva, as Cataratas do Iguaçu chegam a ser a 3ª maior do mundo em volume de água. Sua vazão chega a aumentar 10 vezes, chegando a 11,3 mil metros cúbicos por segundo, quando o normal é 1,5 mil.

 A frase “Pobre Niágara” foi exclamada pela primeira-dama dos Estados Unidos da América, Eleanor Roosevelt, ao contemplar as Cataratas do Iguaçu fazendo uma comparação com as Cataratas do Niágara, em sua visita ao Brasil.

O mirante para ver de perto a queda das águas. Como tinha chovido bem, o volume de águas era muito grande formando esta nuvem que impedia ver o fundo ou ter uma vista mais detalhada da região. Uma visita em época de estiagem até que seria interessante.

Cachoeiras de variados tamanhos

Impressionante a extensão

Estava um calor forte de 30 a 40 graus. Você percorre por pontes para os três mirantes. Proteja a sua máquina fotográfica ou de filmar, pois a nuvem pode causar estragos como aconteceu comigo, pois deixa tudo bem molhado.

O arco-irís é uma presença constante

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3 comentários em “Cataratas de Iguassú: Garganta do Diabo, vista da Argentina

  1. Pingback: Cataratas de Iguassú, vista do lado brasileiro | Crónicas Macaenses

  2. Roni Mallmann
    03/04/2013

    Já estive nos dois lados, são lindos, o lado brasileiro e mais organizado, o lado argentino também é bonito, só vá com bastante tempo para conhecer tudo. Os argentinos, como se sabe não sao dois mais hospitaleiros, quase nao te dão informaçao e tudo é caro. Quando for no lado argentino recomendo que se leve bastante agua, pois o caminho é longo e dá bastante sede. Uma água custa R$ 10,00.

    • Olá Roni Mallmann, entendo o que diz e infelizmente só aceitam o pagamento em pesos para ingressar no parque do lado argentino, ao contrário do lado brasileiro que aceita 3 moedas. Também passeei no lado argentino nos dois pisos e como foi cansativo, mas gratificante. Os dois lados são passeios obrigatórios. Logo vou fazer postagens dos dois pisos argentinos e a revisita do lado brasileiro. Abraço e grato pelo comentário.

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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