Cronicas Macaenses

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Gastronomia Macaense, Teatro em Patuá e Música Macaense, o que se noticiou …

Três notícias publicadas em questão de cinco dias no Jornal Tribuna de Macau, trouxe-me um panorama de três itens que fazem parte da cultura macaense: a Gastronomia Macaense, o Teatro em Patuá e a Música Macaense.  Os dois primeiros itens já estão eleitos como Património Cultural Intangível da RAEM (Região Administrativa Especial de Macau) e objetivam serem reconhecidos a nível da China e Mundial pela UNESCO. Agora a Música Macaense … ah … esta coitada, alguém se lembra dela? Alguém se preocupa com ela?  Alguém a prestigia? Acham que música não é um item da cultura macaense?

No entanto, Mário Lameiras comentou no grupo Conversa entre a Malta no Facebook: “O director dos Serviços de Turismo (DST) vai averiguar se tem havido cancelamento de convites à Tuna Macaense sem que o grupo tome conhecimento da solicitação e consiga decidir se pode ou não actuar. Costa Antunes mostrou-se surpreendido com as queixas dos elementos da Tuna que considera ser “um lindíssimo representante da cultura de Macau”.  

Vejamos então a primeira, publicada em manchete no dia 26 de Julho sobre o lamento da falta de apoio feito pela Tuna Macaense, que pela tradição, representa basicamente a música mais tipicamente macaense.  Competia ou compete com a Tuna Macaense, não sei direito se existe ainda, a Tuna de Macau composto por vários dos seus  elementos antigos que pelos vídeos que vi no You Tube, são ou eram mais tradicionais tocando com formação típica de vários bandolins.  Enquanto isso, fico no aguardo do lançamento do disco citado no rodapé do artigo, isto é, se vier a ser concretizado o apoio solicitado, embora não tão otimista pela elevação do custo, ainda mais que as entidades de Portugal andam preocupadas com a crise. É bom registrar que, salvo o lançamento de discos comerciais, excetuando aquelas de gravações particulares “sem fins comerciais“, de Armando Santos e dos The Thunders desde 2004, pelo menos eu não tenho notícias de algum novo disco “típico macaense”:

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Na mesma edição do dia 26 do Jornal, na última página, o grupo teatral Dóci Papiaçám di Macau ao mesmo tempo que comemorava o título de Património Cultural Intangível da RAEM para o Teatro em Patuá, por outro lado fazia as suas reclamações sobre um espaço definitivo para ensaios e maior apoio do Governo:

Parabéns ao Dóci Papiaçám pelos 19 anos (clicar para aumentar)

Agora, a Gastronomia Macaense, tem todos os motivos para pular de alegria pela notícia do dia 31 de Julho que vão ler abaixo, e estão de parabéns, pois é, pelo jeito, a única que tem mais reconhecimento pelas autoridades e outras entidades.  Afinal de contas mexe com um item que é “diveras gostoso“: comer … comer … comer … um “produto” fácil de se vender mundialmente.  Aliás numa enquete que fiz no Projecto Memória Macaense há uns anos atrás, os internautas elegeram, disparado, a Gastronomia Macaense em primeiro lugar:

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Há que se registrar que sendo o Brasil, um País de Língua Portuguesa, ou melhor dizendo, um País da Lusofonia, a divulgação da Gastronomia Macaense e do Teatro em Patuá por aqui é quase que inexistente, limitada, mas timidamente, às Casas de Macau.  O Patuá chegou a despertar certo interesse das Universidades brasileiras, especialmente aos estudantes de Letras no estudo da língua portuguesa de Macau.  Quanto à Gastronomia Macaense, somente os amigos brasileiros e chineses dos associados macaenses  tomaram conhecimento da nossa culinária quando convidados para as festas das Casas de Macau. Este blog com residência no Brasil, faz a sua parte procurando divulgar estes dois itens da cultura macaense e de Macau.  Espero que tenha contribuído com alguma coisa.

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Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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