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Canhão fundido em Macau no ano de 1627 na Torre de Londres

Macau canhoes de Torre de Londres edit

Canhão de Macau (1627) na Torre de Londres

Para sua curiosidade e em visita a Londres, mais precisamente, à Torre de Londres ou Tower of London, você pode ver um canhão fundido em Macau, em 1627, por Manuel Tavares Bocarro.

Conforme o livro Macau Histórico, de Montalto de Jesus, a peça de artilharia foi oferecida pelo Leal Senado ao Vice-Rei de Cantão (Guangzhou, China), mas foi levada pelos ingleses após a ocupação da cidade em 1841, e encontra-se na Torre de Londres.

Por acaso, na viagem a Macau para o Encontro das Comunidades Macaenses de 2007. fizemos uma parada de 4 dias em Londres e visitamos a Torre. Como desconhecia a história do canhão, talvez o tivesse visto mas ignorava a origem, embora a publicação original do livro data de 1920.

Para lembrar, os canhões de Macau foram bastante utilizados para repelir a invasão holandesa em 1622, cinco anos antes da data de sua fundição em 1627.

Torre de Londres

Torre de Londres

3 comentários em “Canhão fundido em Macau no ano de 1627 na Torre de Londres

  1. Armando Cação
    01/06/2022

    Um abraço.
    Completando o meu comentário anterior informo que é verdade que o ataque holandês de 1622 foi respondido por fogo de peças nossas e depois repelido graças a um tiro certeiro de uma peça atirado do Monte. Mas a artilharia que existia em Macau tinha vindo de Manila. Só em 1623 existe um acordo, de 2 chineses com o primeiro Capitão Geral, para fundir peças de ferro e só em 1625 chegou Manuel Tavares Bocarro para trabalhar na fundição de Macau.

  2. Armando Cação
    12/03/2022

    A peça apresentada é denominada ST.ILDEFONSO ( com DE sobrepostos cuja leitura foi A, FÕÇO cuja leitura foi FOCO, o que deu a leitura final feita pelos ingleses de S TILAFOCO). Tem agora o número XIX.92. Foi capturada num dos fortes da Boca Tigris em 1841 e levada para Inglaterra no ano seguinte, com outras portuguesas, incluindo o S. LOURENÇO XIX.93, que esteve na Torre de Londres e foi transferida para Forte Nelson, do qual existe uma réplica no Museu de Macau. Conforme artigo do Correio Macaense nº 5, de Fevereiro de 1839, “As Bombardas do Bocarro ou Os quatro pedreiros da Barra” verifica-se que esta peça de artilharia, que atirava pelouros de pedra (daí o nome de pedreiro) foi vendida, com outras, aos chineses em vésperas da guerra do ópio. Estas quatro peças descritas em 1839 no Correio Macaense, com referência aos nomes, foram todas tomadas pelos ingleses na guerra do ópio e levadas para Inglaterra.

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Informação

Publicado em 27/06/2015 por em canhão em Londres.

Autoria do blog-magazine

Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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