Cronicas Macaenses

Blog-magazine de Rogério P. D. Luz, de cara nova

Basílica de São Pedro – Vaticano

Basílica de São Pedro

Basílica de São Pedro

À espera do início do conclave, no próximo dia 12, que elegerá o novo Papa sucessor de Bento XVI, recordo a visita que fizemos à Basílica de São Pedro durante a viagem a Roma em Novembro de 2010.

No dia, visitamos o Museu do Vaticano na parte da manhã e logo em seguida, já à tarde, mesmo sem almoçar, seguimos para a Basílica logo ao lado. Havia certa pressa, pois era inverno europeu e escurecia às quatro da tarde.  Uma grande desvantagem viajar para a Europa nessa época do ano, pois você tem menos tempo para fazer turismo.  Recordo que em Agosto de 2008, quando visitei Paris, a escuridão da noite só começava a dar as caras pouco depois das dez da noite. Uma maravilha!

A Basílica de São Pedro com cerca de 23mil m2, capaz de abrigar 60mil pessoas, é a maior do mundo. A sua construção teve início em 1506 e só terminou em 1626, sendo consagrada pelo Papa Urbano VIII.  Embaixo do altar da basílica encontram-se os restos mortais de São Pedro, um dos 12 discípulos de Jesus.  A cúpula que é a característica principal da basílica tem 42 metros de diâmetro e foi projetada por Michelangelo.

(fotografias de/photos by Rogério P.D. Luz)

A Praça de São Pedro onde se localiza a basilica

A Praça de São Pedro onde se localiza a basilica

A cúpula localizada mais na parte posterior não é vista diante da fachada

A cúpula localizada mais na parte posterior não é vista diante da fachada.  Costuma-se formar extensas filas para entrar.

Mais de uma centena de estátuas de santos, mártires e anjos adornam a parte externa da basílica.

Mais de uma centena de estátuas de santos, mártires e anjos adornam a parte externa da basílica.

Roma Basilica S.Pedro (08 (2)

Eram 13:40 hrs e em pouco mais de 2 horas iria começar a escurecer.

Uma das portas laterais da basílica

Uma das portas laterais da basílica

Para facilitar a circulação de turistas e fiéis não havia bancos.  Vista logo à entrada da basílica.

Para facilitar a circulação de turistas e fiéis não havia bancos. Vista logo à entrada da basílica.

Logo à entrada, à sua direita, encontra-se uma das mais famosas esculturas de Michelangelo - a Pietà

Logo à entrada, à sua direita, encontra-se uma das mais famosas esculturas de Michelangelo – a Pietà

Vários Papas estão enterrados na basílica, inclusive este de Inocêncio

Vários Papas estão enterrados na basílica

Roma Basilica S.Pedro (21.613)

Roma Basilica S.Pedro (22.616)

É indiscritível a riqueza de esculturas espalhadas pela basílica

É indiscritível a riqueza de esculturas espalhadas pela basílica

Baldaquino

Baldaquino

O Baldaquino é dos locais mais impressionantes da Basílica de São Pedro, em Roma. Gian Lorenzo Bernini criou, para o altar papal acima do túmulo de São Pedro, uma obra prima técnica e artística para o Papa Urbano VIII Barberini.

Trata-se de um alto baldaquino de bronze dourado, de quase 30 metros de altura, construído de 1624 a 1633. De plintos em mármore, que mostram o escudo de armas do papa, erguem-se quatro colunas torcidas que suportam o peso do baldaquino com um globo e uma cruz. O desenho é exuberante, cheio da energia e movimento próprios ao Barroco, a solução ideal para o imenso espaço aberto no interior pelo domo central.

Baldaquino

Baldaquino

O altar do bandaquino

O altar do baldaquino

Para os interessados, segue um histórico completo da Basílica de São Pedro publicado na enciclopédia livre Wikipedia:

A Basílica de São Pedro (em latim Basilica Sancti Petri, em italiano Basilica di San Pietro) é uma basílica no Estado do Vaticano, tratando-se da maior das igrejas do cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados. Cobre uma área de 23000 m² ou 2,3 hectares (5.7 acres) e pode albergar mais de 60 mil devotos (mais de cem vezes a população do Vaticano). É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma, sendo adornada com 340 estátuas de santos, mártires e anjos. Situada na Praça de São Pedro, sua construção recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Michelangelo, Rafael e Bernini.

Foi provado que sob o altar da basílica está enterrado São Pedro(de onde provém o nome da basílica) um dos doze apóstolos de Jesus e o primeiro Papa e, portanto, o primeiro na linha da sucessão papal. Por esta razão, muitos Papas, começando com os primeiros, têm sido enterrados neste local. Sempre existiu um templo dedicado a São Pedro em seu túmulo, inicialmente extremamente simples, com o passar do tempo, os devotos foram aumentando o santuário, culminando na atual basílica. A construção do atual edíficio sobre o antigo começou em 18 de abril de 1506 e foi concluído em 18 de novembro de 1626,sendo consagrada imediatamente pelo Papa Urbano VIII. A basílica é um famoso local de peregrinação, por suas funções litúrgicas e associações históricas. Como trabalho de arquitetura, é considerado o maior edifício de seu período artístico.

A Basílica de São Pedro é uma das quatro basílicas patriarcais de Roma, sendo as outras a Basílica de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros. Contrariamente à crença popular, São Pedro não é uma catedral, uma vez que não é a sede de um bispo. Embora a Basílica de São Pedro não seja a sede oficial do Papado (que fica na Basílica de São João de Latrão), certamente é a principal igreja que conta com a participação do Papa, pois a maioria das cerimônias papais são realizadas na Basílica de São Pedro devido à sua dimensão, à proximidade com a residência do Papa, e a localização privilegiada no Vaticano.

Estátua em bronze de São Pedro

Estátua em bronze de São Pedro

Túmulo de São Pedro

Depois da crucificação de Jesus, no segundo trimestre do primeiro século da era cristã, está registado no livro bíblico de Atos dos Apóstolos que um de seus doze discípulos, conhecido como Simão Pedro, um pescador da Galileia, assumiu a liderança entre os seguidores de Jesus e foi de grande importância na fundação da Igreja Cristã. O nome é Pedro “Petrus” em latim e “Πέτρος” (Petros), em grego, decorrente de “Petra”, que significa “pedra” ou “rocha” em grego. Pedro depois de um ministério com cerca de trinta anos, viajou para Roma e evangelizou grande parte da população romana. Pedro foi executado no ano 64 d.C durante o reinado do imperador romano Nero, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, perto do Obelisco no Circo de Nero.

Os restos mortais de São Pedro foram enterrados fora do Circo, na Colina do Vaticano, a menos de 150 metros (490 pés) a partir do seu local de morte. Seu túmulo foi inicialmente marcado apenas com uma pedra vermelha, símbolo de seu nome, mas sem sentido para os não-cristãos. Um santuário foi construído neste local alguns anos mais tarde. Quase trezentos anos depois, A antiga Basílica de São Pedro foi construída ao longo deste sítio.

A partir dos anos 1950 intensificaram-se as escavações no subsolo da basílica, após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a São Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa “Pedro está aqui”.

Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de São Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de São Pedro e São Paulo para a estada dos mesmos nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257.

Roma Basilica S.Pedro (38.683)

Antiga Basílica de São Pedro

O Imperador Constantino entre 326 e 333 d.C. ordenou a construção da “Antiga” Basilica de São Pedro, sobre o templo simples dedicado ao apóstolo, desta basílica nada restou atualmente, porém ela pode ser quase totalmente reconstruída por descobertas arqueológicas, descrições de peregrinos e desenhos antigos. Como em quase todas as igrejas da antiguidade, seguiu-se o modelo da basilica cívica romana: um salão retangular, dividido em nave central e naves laterais, que oferecia espaço bastante para a congregação dos fiéis. As cerimônias no altar eram realizadas na ábside ao final da nave central, bem visíveis a todos. Havia transeptos, uma ábside na extremidade ocidental, um grande átrio. Um afresco do século XVI na igreja de San Martino ai Monti nos dá uma idéia aproximada da aparência interior, com seu teto em madeira, mas ignoramos tudo sobre estátuas ou pinturas.

A basílica atual, com estrutura renascentista e barroca, foi erguida sobre a antiga, o que exigiu que o edifício fosse orientado para oeste, mas também que a necrópole antiga fosse aterrada, sendo construídas muralhas de suporte para criar uma enorme base que servisse como alicerce. Na plataforma, construiu-se então a basílica, com nave central e quatro naves laterais, ricamente adornada com afrescos e mosaicos e um grande átrio dianteiro, com colunas. Muitas vezes alterado e restaurado, o edifício de Constantino, conhecido como velha igreja de São Pedro, sobreviveu até o início do século XVI.

Roma Basilica S.Pedro (51.726)

Idade Média

Durante o exílio dos papas em Avignon, de 1309 a 1377, ficou muito deteriorada e perdeu-se grande parte de sua magnificência. O desejo de uma igreja de grandiosidade apropriada para servir à cristandade, assim como a transferência da residência papal para o Vaticano, fez nascer planos de uma igreja nova. Sob o papa Nicolau V (pontificado de 1447 a 1455) os trabalhos tiveram início num coro novo e no transepto, mas foram logo abandonados por falta de recursos.

Roma Basilica S.Pedro (37.667)

Século XVI

No pontificado de Júlio II (1503 a 1513) decidiu-se afinal derrubar a igreja velha e em 18 de abril de 1506 Bramante recebeu o encargo de desenhar a nova. Seus planos eram de um edifício centralmente planificado, com um domo colocado sobre o centro de uma cruz grega (com braços de idêntico tamanho), forma que correspondia aos ideais da Renascença por copiar a de um mausoléu da antiguidade. Uma sucessão de papas e arquitetos nos próximos 120 anos participariam da construção que culminou no edifício atual. Iniciada por Júlio II, contiuando nos pontificados de Leão X (1513-1521), Adriano VI (1522-1523). Clemente VII (1523-1534), Paulo III (1534-1549), Júlio III (1550-1555) , Marcelo II (1555), Paulo IV (1555-1559), Pio IV (1559-1565), Pio V (santo) (1565-1572), Gregório XIII (1572-1585), Sixto V (1585-1590), Urbano VII (1590), Gregório XIV (1590-1591), Inocêncio IX (1591), Clemente VIII (1592-1605), Leão XI (1605), Paulo V (1605-1621), Gregório XV (1621-1623), Urbano VIII (1623-1644) e Inocêncio X (1644-1655).

Um século mais tarde o edifício ainda não estava completado. A Bramante sucederam, como arquitetos, Rafael, Fra Giocondo, Giuliano da Sangallo, Baldassare Peruzzi, Antonio da Sangallo. O Papa Paulo III (pontificado de 1534-1549) em 1546 entregou a direção dos trabalhos a Michelangelo. Este, aos 72 anos, deixou-se fascinar pela cúpula, concentrando nela os seus esforços, mas não conseguiu completá-lo antes de sua morte em 1564. O zimbório é visível de toda a cidade de Roma, dominando seus céus. Tem diâmetro de 42 m, ligeiramente menor ao domo do Panteão, mas é mais imponente por ser muito mais alto, com 132,5 m. Graças a seus planos e a um modelo em madeira, por seu sucessor Giacomo della Porta foi capaz de terminá-lo com ligeiras modificações, apenas. O modelo segue o da famosa cúpula que Brunelleschi ergueu na catedral de Florença e cria impressão de grande imponência. A diferença é que, ao contrário do que Michelangelo planejou, não se trata de uma cúpula semicircular mas afunilada, criando um movimento de impulso para cima até culminar na lanterna cujas janelas, inseridas em fendas entre duas colunas, deixam a luz inundar o interior. Terminada em 1590, ainda é uma das maravilhas da arquitetura ocidental. Vignola, Pirro Ligorio, Giacomo della Porta continuaram os trabalhos na basílica.

Roma Basilica S.Pedro (43.619)

Século XVII

Mudanças na liturgia, introduzidas pelo Concílio de Trento, fizeram necessárias outras mudanças sob o pontificado do Papa Paulo V (1605 a 1621), que encarregou Carlo Maderno de aumentar para o leste o edifício, aumentando a nave e criando assim uma cruz latina. Completou também em 1614 a famosa fachada.

Em 1629, Gian Lorenzo Bernini, agora o arquiteto principal, começou a construir as torres sineiras na fachada, que ruiram por deficiências estruturais. Trinta anos mais tarde Bernini redesenharia a Praça de São Pedro, mudando alguns aspectos do domo de Michelangelo e, sobretudo, unificando todos os edifícios em um conjunto harmonioso. Os trabalhos terminaram quando se acrescentou uma sacristia, sob o pontificado do Papa Pio VI (1775-1799).

O Vaticano e a Basílica de São Pedro vistos do Castelo Sant'Angelo que fica bem próximo

O Vaticano e a Basílica de São Pedro vistos do Castelo Sant’Angelo que fica bem próximo

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

Sobre

O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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