Cronicas Macaenses

Blog-foto-magazine de Rogério P. D. Luz,

Baile de Mascarados 2013 em Macau

Anuncio Micarene 2013

Aconteceu no sábado passado, 23/Março/2013, o Baile de Mascarados promovido pela ADM Associação dos Macaenses em conjunto com a Confraria da Gastronomia Macaense, e contando com a colaboração do grupo CEAM-Conversa entre a Malta do Facebook.  No anúncio do baile, também o qualificava como – Micarene 2013 – com a realização no Jardim de Infância D.José da Costa Nunes, embora em alguns casos o qualificavam como Carnaval em Macau, o que na verdade não era o caso pois não era época e os organizadores certamente não teriam esta intenção.

O baile já tinha sido anunciado com bastante antecedência pela ADM,  e dias antes, seu presidente reeleito Miguel de Senna Fernandes numa publicação no CEAM no Facebook, divulgava a programação abaixo e o cardápio (a ementa) que estava recheado de muita boa comida macaense e de países lusófonos, lamentando a ausência do Brasil. Após o prato citado está o nome do fornecedor restaurante/pessoa :

BAILE DE MASCARADOS – MICAREME 2013

ORGANIZAÇÃO: ADM – CGM

LOCAL- JARDIM DE INFÂNCIA D.JOSÉ DA COSTA NUNES

DIA 23 DE MARÇO A PARTIR DAS 18H30MIN.

O jantar (buffet) é servido a partir das 20h00 nas mesas espalhadas pelos corredores do Salão, sala de passagem para o Jardim da Infantil e no exterior de baixo de 5 toldos sendo um para as bebidas;

EMENTA

MINCHI DE CARNE (Riquechó)

MINCHI DE PEIXE (Filó)

PORCO BAFASSÁ (Riquechó)

TACHO (Dillon)

CARIL NGAO LÁM (Paula Basaloco)

LOU PÁK KOU (Apomac)

LACASSÁ (Apomac)

RANCHO (Litoral)

Apa-Bico e chilicotes

Bolinhos de Bacalhau e Chees Toast (ADM)

COMIDA DOS PAÍSES LÍNGUA PORTUGUESA

ANGOLA – Feijoada á angolana – Manuel Fernandes

CABO–VERDE -Cachupa, Daniel Pinto

GOA, DAMÃO E DIU – Dampak de Galinha, Sarapatel e Chamussas – Sharoz Pernencar

MOÇAMBIQUE – Pica-Pau, (febras no pão) – Mário Costa

SOBREMESAS

Bolo Minino, Bolo Mármore (Zito), Pudins de manga e de ovos (Berta)

BEBIDAS; Vinho Tinto, branco, Cerveja, sumos e água mineral.

MOP 200.00 (cerca de US$ 25 ou R$ 50,00)

foto publicada por Paula Borges no CEAM/Facebook

foto publicada por Paula Borges no CEAM/Facebook

Alguns dos leitores vão perguntar “afinal de contas, o que é Micareme”? De acordo com a Wikipedia, o nome deriva-se de uma festa francesa, Mi-carême, que acontecia na França, desde o século XVI, em meio ao período de quarenta dias de penitência da Igreja Católica. De origem francesa, a palavra significa literalmente “meio da quaresma”. No Brasil, a introdução da Micarême como festa urbana, ocorreu primeiramente na cidade de Feira de Santana, Bahia.  A partir de 1937, no Brasil, passou a chamar-se de Micareta, uma espécie de “segundo carnaval”, que acontecia depois da Páscoa, embora em Macau tenha sido promovido uma semana antes e na véspera do Domingo de Ramos.

Apesar do baile procurar reviver antigos carnavais de Macau, o que, mesmo estando noutro lado do mundo (visto do Brasil), no Oriente, a população de língua portuguesa, macaenses, ao longo de anos, embora não sistemática, tem procurado celebrar, salvo erro meu, somente mereceu notícia num diário de língua portuguesa que vai publicada neste postagem. Pelas dimensões do território de Macau, tais acontecimentos, ao contrário de metrópoles, poderiam merecer pelo menos uma referência com uma ou outra foto.

foto da página da Confraria da Gastronomia Macaense no Facebook

foto da página da Confraria da Gastronomia Macaense no Facebook

Até a postagem nesta data, somente pude obter umas fotos (pedindo licença aos autores) no grupo CEAM do Facebook e na página da Confraria da Gastronomia Macaense, além daquelas publicadas na matéria do Jornal Tribuna de Macau, e aqui as compartilho com vocês, de um baile, um convívio da gente de Macau formada principalmente por falantes da língua portuguesa. Considero isto positivo e louvável, pois, mesmo que ao que parece, não tenha havido uma participação maciça mas considerada boa, contribui para, de uma forma, promover uma reunião, para não dizer união, da gente macaense de Macau, algo muito importante para um povo que se pode considerar, em vias de extinção, numa terra que não é mais administrada pelos portugueses, mas reincorporada à China e que aos poucos vai ocupando os espaços antes lusitanos, o que é lógico e natural.

Parabéns aos promotores, aos participantes do baile, e que se repita mais vezes essas reuniões e convívios dos macaenses em Macau! Aqui da diáspora macaense no Brasil, fico torcendo por vocês.

Jornal Tribuna de Macau

Jornal Tribuna de Macau (clicar para aumentar)

Houve eleição da melhor fantasia com o júri composto por Sebastião Rosa, 1º à esquerda, José Rocha Dinis e Paulo ... (?)

Houve eleição da melhor fantasia com o júri composto por Sebastião Rosa, 1º à esquerda, José Rocha Dinis e Paulo … (?). Foto publicada por Bernardo Lameiras no CEAM/Facebook

Miguel de Senna Fernandes e ... (?), presidente da ADM, promotora do baile

Miguel de Senna Fernandes (de amarelo) e … (?), presidente da ADM, promotora do baile. Foto publicada por Bernardo Lameiras no CEAM/Facebook

Foto publicada por Hugo Silva Jr. no CEAM/Facebook

Foto publicada por Hugo Silva Jr. (camisa laranja) no CEAM/Facebook

O Fantasma de Ópera esteve lá? (foto publicada na página da Confraria da Gastronomia Macaense no Facebook)

O Fantasma de Ópera esteve lá? (foto publicada na página da Confraria da Gastronomia Macaense no Facebook)

Foto publicada por Paula Borges no CEAM/Facebook

Foto publicada por Paula Borges no CEAM/Facebook

Foto publicada por Paula Borges no CEAM/Facebook

Foto publicada por Paula Borges no CEAM/Facebook

Foto publicada na página da Confraria da Gastronomia Macaense no Facebook

Foto publicada na página da Confraria da Gastronomia Macaense no Facebook

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Rogério P. D. Luz, macaense-português de Macau, ex-território português na China, radicado no Brasil por mais de 40 anos. Autor dos sites Projecto Memória Macaense e ImagensDaLuz.

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O tema do blog é genérico e fala do Brasil, São Paulo, o mundo, e Macau - ex-colônia portuguesa no Sul da China por cerca de 440 anos e devolvida para a China em 20/12/1999, sua história e sua gente.
Escrita: língua portuguesa escrita/falada no Brasil, mas também mistura e publica o português escrito/falado em Portugal, conforme a postagem, e nem sempre de acordo com a nova ortografia, desculpando-se pelos erros gramaticais.

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